Olá,
Neste post, iremos tratar de entender a proposta da semiótica
desenvolvida por Morris. Primeiramente,
ele define o escopo da semiótica como o estudo de qualquer tipode signo,
envolvendo tanto homens, como animais e organismos. Então nesse momento, passamos a considerar que todo ser vivo é inteligente!!
É importante citar que nessa caso, signo é qualquer coisa
que pode ser interpretada por um intérprete. Morris, também entende que a semiótica possui uma relação
dupla com a ciência, servindo tanto como ciência, quanto instrumentos da mesma.
Para a ciência, seria o estudo da significação descrito na
forma de significação.
Com essa introdução, definine-se então a semiose como uma
estrutura, composta por três fatores: O veículo do signo, designatum e seu
interpretante. Daí, define-se esse modelo como triádico.
- Veículo: basicamente é aquilo que seria o signo e transmite o signo.
- Designatum: está relacionado ao que o signo se refere, algo que está no mundo e não na mente.
- Interpretante: São os efeitos causados pelo signo em um intérprete.
Assim, temos uma coisa que significa, com referencia para o
mundo, e com interpretação pela mente. Vamos agora analisar a abordadem de Morris, para decompor o
designatum e significatum em diferentes definições:
- Denotatum: que seria algo que permite a conclusão de uma determinada sequencia de significados as quais um interprete é exposto.
- Significatum: Seriam condições que qualquer coisa que as execute seriam um denotatum.
Para não confundir designatum com denotatum, vamos
esclarecer que denotatum é uma classe de objetos existentes, já designatum,
trata de objetos referenciais.
Morris, também divide a semiótica em dimensões. São elas:
- Sintática: que seria relacionado com a combinação e relação entre signos, e como eles podem formar signos compostos.
- Semântica: trata da relação do signo com seu designatum, ou seja, aquino na qual o signo se refere.
- Pragmática: relacionado entre veículo de signo e seus intérpretes, estudando o seu uso e efeitos.
Um dos objetivos da proposta de Morris, é estabelecer uma
relação da semiótica com o mundo, fugindo um pouco da abordagem mentalista. Falando sobre signo, vamos aproveitar e definir tipos de
signos:
·
Signo pessoa x Signo Interpessoal
·
Signo Confiavel x Signo Não-confiavel
·
Signo vago x signo preciso
·
Signo ambíguo x signo não ambíguo
·
Signo singular x signo geral
·
Signos sinônimos
·
Signo indexical (depende do contexto para trazer
o significado)
·
Signo caracterizador (caracteriza aquilo que ele
pode denotar)
o
Ícone
o
Símbolo
Mas vamos citar que Morris, propôs modos de significação.
Isso que dizer, que haverá formas de avaliar as dimensões dos signos. Podemos
detalhar em 5 modos:
- · Designativo: declarações;
- · Apreciativo: avaliações;
- · Prescritivo: comandos;
- · Identificativo: designa alocações em espaço e tempo;
- · Formativo: designa formadores.
Nesse momento, começamos a tratar de uma abordagem mais
prática de todos os conceitos, termos e filosofias apresentados até o momento.
Isso, nos dá a possibilidade de enxergar possíveis aplicações no campo da
robótica, sistemas inteligentes, entre outros.
Toda essa teoria, está relacionada com as idéias de Pierce, outro filósofo que apresentar grandes contribuições na área de inteligência artificial. No próximo post, faremos um estudo mais completo acerca da semiótica, e em breve, começaremos com algumas colocações mais práticas, buscando enxergar aplicações para tudo isso.
Finalmente
Qualquer dúvida, crítica ou elogio, fiquem a vontade para comentar abaixo ou enviar um e-mail para:
claudiof [ARRÔBA] decom [ponto] fee [ponto] unicamp [ponto] br
Obrigado pela atenção!
Qualquer dúvida, crítica ou elogio, fiquem a vontade para comentar abaixo ou enviar um e-mail para:
claudiof [ARRÔBA] decom [ponto] fee [ponto] unicamp [ponto] br
Obrigado pela atenção!
Até a próxima!
Nenhum comentário:
Postar um comentário